English EN Portuguese PT Spanish ES

NO RETORNO DO CNJ: Rosa Weber afirma que reverência à Justiça supera ‘ódio irracional’ e ‘fanatismo’

jurinews.com.br

Compartilhe

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber, disse nesta terça-feira (14) que as instituições estão dando a ‘resposta’ necessária aos protestos golpistas do dia 8 de janeiro. “O Poder Judiciário brasileiro como um todo segue incólume”, garantiu. O discurso foi feito na primeira sessão administrativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

Ela citou como exemplos os esforços para responsabilizar os responsáveis pelos atos de vandalismo e para reparar os danos causados aos prédios do STF, do Planalto e do Congresso Nacional. Também mencionou a manutenção dos trabalhos institucionais.

Rosa Weber ainda comentou a reconstrução do prédio do STF. Os bolsonaristas radicais que invadiram a sede do tribunal destruíram obras de arte, equipamentos eletrônicos e móveis, quebraram vidraças, arrancaram as cadeiras do plenário e tentaram colocar fogo no edifício, o que fez disparar o sistema anti-incêndio, encharcando as dependências da Corte.

A ministra disse que o cenário era de ‘absoluta devastação’, mas que ainda no dia 8 de janeiro fez a promessa de reformar o prédio a tempo da retomada dos julgamentos após o fim do recesso de final de ano. O objetivo era impedir que a cerimônia de abertura do Ano Judiciário precisasse ser desmarcada ou adaptada, passando a mensagem de que o STF resistiu aos ataques.

“A simbólica reconstrução, em tempo recorde, evidencia que o sentimento de reverência à Justiça, que não reside na argamassa e dos tijolos dos prédios e sim no espírito das instituições democráticas, supera qualquer espécie de ódio irracional ou de fanatismo”, disse Rosa.

A presidente do STF voltou a chamar os protestos de ‘agressão desprezível’ e ‘ataque golpista e ignóbil’. Ela também disse que o episódio precisa ser ‘relembrado’ para que não se repita ‘nunca’.

A ministra ainda relembrou o discurso feito por ela em setembro do ano passado no CNJ, quando assumiu a presidência do conselho. Ela repetiu o trecho sobre a importância do Poder Judiciário na defesa da democracia e da ‘supremacia constitucional’ em resposta legítima a ‘eventuais impulsos autoritários, que acaso aventem ou estimulem o descumprimento de ordens judiciais, o que também não é demais rememorar, constitui crime de responsabilidade’.

Com informações do Estadão

Deixe um comentário

TV JURINEWS

Apoio

Newsletters JuriNews

As principais notícias e o melhor do nosso conteúdo, direto no seu email.