Presidente do Senado diz que sabatina de André Mendonça para STF deve ser nas “próximas semanas”

 Presidente do Senado diz que sabatina de André Mendonça para STF deve ser nas “próximas semanas”

jurinews.com.br

Por Redação JuriNews
14/10/2021 11:18

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), disse nesta quarta-feira (13) que a sabatina do ex-advogado-geral da União André Mendonça, indicado a uma vaga para o STF (Supremo Tribunal Federal), deve acontecer “nas próximas semanas”.

“Acredito que nas próximas semanas nós teremos a realização da sabatina da indicação do ministro do Supremo e quero crer que nós vamos conseguir resolver“, declarou.

Mendonça foi indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em 13 de julho de 2021. A indicação foi rejeitada por entidades ligadas ao Judiciário em 19 de julho. A carta que contesta a indicação foi enviada aos 81 integrantes do Senado.

De acordo com o documento, a indicação não se deve ao fato de Mendonça ser um bom advogado ou membro da advocacia-geral da União, mas por professar a fé como pastor de uma igreja presbiteriana.

Desde que foi indicado, Mendonça tem encontrado senadores e reduziu a resistência a seu nome dentro da Casa Alta, onde ele já teria os votos suficientes para ser aprovado. O presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Davi Alcolumbre (DEM-AP), entretanto, ainda segura a sabatina no colegiado.

A pressão para que Alcolumbre paute a indicação tem crescido nas últimas semanas, primeiro com uma investida de líderes evangélicos junto ao presidente Jair Bolsonaro e também a Pacheco. Depois, senadores foram ao STF exigir que a sabatina fosse realizada. Ouviram que o assunto é interno do Senado.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse nesta quarta-feira (13) que a demora da sabatina de André Mendonça pela CCJ  é “abuso de poder”. Questionado sobre uma possível obstrução em massa à pauta do Senado como forma de retaliação pelo atraso na sabatina, o senador declarou que essa questão não pode atrapalhar o funcionamento da Casa.

“Não podemos tratar essa questão como única e principal para o Brasil porque definitivamente ela não é. Nós temos outras questões tão importantes quanto e repito, nós não podemos a pretexto de retaliar ou de forçar a apreciação pela CCJ contaminar a pauta do Senado Federal considerando tantas medidas urgentes para a população brasileira.”…

Com informações do Poder360

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