O empresário Thiago Brennand, que está preso em São Paulo desde o mês passado após ter sido deportado dos Emirados Árabes Unidos, teve seus bens bloqueados pela Justiça paulista nesta semana. O bloqueio, no valor de R$ 47.510, refere-se a uma condenação resultante de uma ação movida por uma loja de móveis e decoração em Sorocaba, interior de São Paulo.
Embora tivesse uma vida luxuosa antes de sua prisão, com carros esportivos, cavalos e coleções de armas e obras de arte, Brennand não possuía saldo suficiente para atender à determinação judicial. Foram encontrados apenas R$ 46.712 nas suas contas bancárias, equivalente a cerca de um quarto do valor do IPVA de um de seus carros, uma Ferrari F8 Spider avaliada em R$ 4,34 milhões, de acordo com a tabela Fipe.
A dívida de Brennand com a loja de móveis remonta a janeiro de 2021, quando o empresário, atualmente acusado de crimes como estupro, agressão e cárcere privado, adquiriu itens para sua casa no condomínio Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz (SP). Ele comprou um toldo retrátil para a área externa, uma capa para a jacuzzi e um ombrelone sofisticado, totalizando R$ 49.522. Brennand pagou R$ 20.000 à vista, prometendo quitar o saldo restante na data da instalação.
A equipe da loja entregou os produtos e realizou a instalação do toldo em 1° de junho de 2021, mas Brennand não cumpriu sua parte do acordo. Apesar dos contatos por telefone, WhatsApp e e-mail realizados pelos proprietários da loja e posteriormente pelo advogado, não foi possível convencê-lo a pagar a dívida.
Em setembro, meses após a compra, Brennand solicitou que os funcionários da loja retornassem à sua residência para desativar o sensor do toldo e fazer um ajuste na capa da jacuzzi. A empresa concordou em realizar a visita, desde que o pagamento da dívida fosse efetuado. Brennand propôs parcelar em três vezes: duas parcelas de R$ 10.000 e uma de R$ 9.522. Novamente, ele não realizou o pagamento e a visita técnica foi cancelada.
A Justiça condenou Brennand a pagar a dívida com a loja de Sorocaba em 1° de novembro do ano passado, quando o empresário já havia buscado refúgio nos Emirados Árabes. O valor do bloqueio autorizado nesta semana, de R$ 47.510, inclui juros, multa e custas processuais.