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Justiça decide que mentor do furto ao Banco Central ficará em presídio federal

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A Justiça do Ceará renovou nesta segunda-feira, 27, a permanência de Antônio Jussivan Alves dos Santos, conhecido como Alemão, no Presídio Federal de Catanduvas (PR). Ele é responsável por liderar o furto ao Banco Central de Fortaleza, em 2005. 

O pedido de prorrogação foi efetuado pela Secretaria da Administração Penitenciária do Ceará (SAP-CE) em 5 de novembro. Conforme a Justiça, a pasta argumentou que os motivos que determinaram a prisão dele em uma unidade federal de segurança máxima não cessaram. Além disso, foi levado em conta que o criminoso possui grande influência nas penitenciárias que já passou, e ocupa uma posição de liderança em uma facção criminosa do país.

A SAP destacou que o grau de periculosidade de Alemão faz com que ele precise permanecer em outra região, e não em uma unidade prisional no Ceará. O Ministério Público também se manifestou pela manutenção dele na penitenciária federal no Paraná. 

Ainda segundo a Justiça, a defesa do detento declarou que a sua transferência para o presídio federal de segurança máxima se baseou em um falso plano de fuga, alegando que a SAP não possuía indícios de violação prisional e nem elementos que indicassem a influência de seu cliente em um ato de indisciplina de outro preso.

O advogado de Alemão também afirmou que a condenação é de um fato ocorrido há mais de 18 anos, e que, desde então, não houve registro de nenhuma situação envolvendo ele e comprove o perfil de periculosidade. 

No entanto, o juiz Raynes Viana de Vasconcelos, titular da 1ª Vara de Execução Penal, considerou que o homem foi transferido para o sistema federal depois de tentar fugir em agosto de 2017. Além disso, o magistrado reconheceu que a rede prisional do Ceará vem enfrentando instabilidades desde 2016, devido à disputas pelo poder entre as principais organizações criminosas que atuam no estado.

“Entendo por necessária a permanência de Antônio Jussivan em unidade prisional localizada em outra unidade da federação, isso porque, a permanência no sistema penitenciário federal arrefece sua influência dentro e fora das unidades prisionais do Ceará, em razão do rigor adotado na segurança desses estabelecimentos, inclusive com a gravação das conversas mantidas entre os presos e suas visitas o que dificulta a comunicação entre o apenado e os demais membros de sua organização, impedindo assim, o planejamento de novos crimes e, até mesmo, de nova tentativa de fuga.”

Tentativa de fuga

De acordo com o Estadão, Alemão foi baleado em 8 de agosto de 2017 em uma tentativa de fuga do presídio de Pacatuba, em Fortaleza. Ele teria tentado fugir junto de outros detentos, membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), quando foram abordados por policiais.

Eles teriam cerrados as grades de ventilação das celas, cortaram a grade entre as vivências e jogaram uma corda feita de lenções para escalar a muralha, onde do outro lado já havia um grupo esperando para dar suporte na fuga. A tentativa foi frustrada por policiais, que encontraram os detentos. Houve troca de tiros, e cinco presos foram atingidos. Alemão passou por cirurgia para retirada de três balas. 

O assalto ao Banco Central aconteceu em agosto de 2005, quando por um túnel, criminosos levaram R$ 164,7 milhões em notas de R$ 50 do caixa forte da agência localizada em Fortaleza. Alemão foi apontado como mentor do plano e condenado a 40 anos de prisão.


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