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Procurador-geral do MPT diz que leis trabalhistas terão que mudar após pandemia

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Empossado em agosto, o procurador-geral do Trabalho, José de Lima Ramos Pereira afirmou que diante das mudanças nas relações de trabalho em meio à pandemia da Covid-19, a legislação trabalhista terá que ser modernizada. “Houve, sim, uma alteração e vai haver uma nova forma de trabalho. O direito sempre vem depois”, pontuou.

“A relação de trabalho é dinâmica, como toda relação humana. O direito sempre vem depois. Primeiro vem o fato, depois vem o direito. Os fatos aconteceram, as relações trabalhistas mudaram e a legislação trabalhista vai ter que sofrer essa alteração”, pontuou.

Pereira se disse favorável a propostas de que seja exigido comprovante de imunização para entrada em estabelecimentos e até mesmo para entrevistas de emprego. O procurador-geral do Trabalho defendeu, inclusive, a possibilidade de demissão por justa em causa em caso de recusa à vacina.

“A vacinação é uma obrigação, tem que ser compulsória, porque tem que olhar o interesse público acima do interesse individual. Isso é uma exigência necessária do empregador. Se você tem um empregado que se recusa e não tem justificativa, convença o empregado de que é necessário. Pode chegar à justa causa? Sim”, explicitou.

O procurador afirmou que o MPT está atento à retomada das atividades presenciais. “A atuação hoje é para que a retomada seja feita do melhor jeito possível. Inclusive, com as novas formas de trabalho. Temos várias formas de trabalho que nasceram com a pandemia. Outras que se consolidaram e algumas que foram esquecidas. Percebemos que o novo normal vai atingir também as relações de trabalho em qualquer segmento”, disse.

Com informações do Metrópoles

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