Eleições 2018 Wilson Witzel, o ex-juiz que surpreendeu nas urnas

“No Rio de Janeiro, bandido não terá mais vida mansa”. A frase, divulgada no dia 11 de maio no site da “Revista da Sociedade Militar’, é do ex-juiz federal Wilson Witzel.

Eleitor de Jair Bolsonaro – e por ele apoiado – o candidato a governador do Rio de Janeiro pelo Partido Social Cristão (PSC) desmentiu a maioria das pesquisas pré-eleitorais. Teve mais de 41,2% dos votos válidos apurados no primeiro turno, e vai disputar o Palácio Guanabara com o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), que teve 19,46% dos votos.

Ex-titular da 6ª Vara Federal Cível do Rio de Janeiro, Witzel deixou a magistratura no último dia 2 de março, mesma data em que se filiou ao PSC. É doutorando em Ciência Política, mestre em processo Civil e professor de Direito Penal. Casado, pai de quatro filhos, não é carioca, nem fluminense. Nasceu em Jundiaí (SP), chegou ao Rio de Janeiro com 19 anos, e foi fuzileiro naval e defensor público antes de se tornar magistrado.

Em recente “sabatina” promovida pela Folha de S.Paulo e pelo site UOL, o ex-juiz candidato do PSC defendeu a extinção da Secretaria de Estado de Segurança Pública e a criação, no seu lugar, de um gabinete ligado ao governador, com interlocução direta com as polícias civil e militar.

Naquela ocasião, ele criticou a intervenção federal no Rio de Janeiro, e disse que “o modelo de enfrentamento à criminalidade deve seguir os moldes da Operação Lava Jato, com investigações integradas e estruturadas”.

Ha alguns anos, Wintzel chegou a ser mencionado pela imprensa carioca por causa de seguidas ameaças de morte que o obrigaram a adotar medidas de segurança para toda a família.

Em 2011, quando era diretor da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Wilson Witzel foi autor de projeto de lei – ainda em tramitação no Senado – que prevê a criação de uma guarda especial dentro da Justiça para a segurança dos magistrados.

O projeto está na pauta do Senado, mas ainda não tem acordo para ser votado. Esse projeto chegou a ser acelerado quando do assassinato da juíza Patrícia Acioli, anos atrás, em Niterói. A juíza estava numa lista de doze pessoas “marcadas pra morrer”, segundo os investigadores. Ela tinha sido responsável, nos últimos 10 anos de sua vida, pela prisão de mais de 50 policiais ligados a milícias e outros grupos de extermínio.

Fonte: Jota

 

 

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