Opinião Erick Pereira diz que OAB-RN precisa de um presidente com coragem de enfrentar o MP e defende nome do interior

O JURINEWS traz hoje a opinião de um dos mais respeitados advogados do RN sobre o tema criminalização da advocacia. Em entrevista ao Jornal Regional da Rádio Rural 95 FM, em Caicó, na última sexta-feira (25), o advogado Erick Pereira não poupou críticas a atuação do Ministério Público e defendeu que o próximo presidente da OAB-RN tenha coragem de enfrentar os possíveis abusos do MP. 

“A OAB no Rio Grande do Norte está omissa ao enfrentamento com o Ministério Publico contra a criminalização da advocacia. O que está faltando é uma instituição que veja coletivamente sem pessoalizar mas que fortaleça não só o advogado mas a própria sociedade.  É isso que a OAB tem que ter coragem de enfrentamento. São poucos os advogados que reclamam, que tem coragem de fazer isso. A advocacia não pode ser inferior a ninguém porque a Constituição diz: função essencial da Justiça é quem? Poder Judiciário, Ministério Público e Advocacia. E agora nós vamos secundarizar? Nós temos que amadurecer institucionalmente e esse amadurecimento passa por um limite da atuação do Ministério Público e a magistratura entender que não é o Ministério Público a julgar, quem julga é a magistratura e portanto ela não tem que fazer tudo que o Ministério Público pedi”. 

Questionado na entrevista sobre o perfil que se espera do novo presidente da OAB-RN, Erick Pereira destacou: “o perfil é de alguém que encare, tenha coragem suficiente para que institucionalmente, de forma respeitosa e responsável, faça o enfrentamento de defesa do direito de defesa. Toda eleição se fala em prerrogativa, em defender as prerrogativas do advogado, mas isso é genérico demais. Temos que pontuar. Qual é o problema hoje da advocacia? É que não tem paridade. O Código de Processo Penal é muito mais benéfico a quem acusa do que a quem defende. Defender o direito de defesa é defender a cidadania, o cidadão”. 

Sobre uma possível candidatura sua a Presidência da Seccional potiguar, ele negou e lançou um fato novo na disputa: “Quero ser apenas uma voz para que possamos nos unir, mas sem a possibilidade de entrar na disputa pela Presidência. Temos nomes novos, a advocacia está muito renovada, temos muitos nomes bons. Eu disse recentemente em Mossoró e volto a dizer aqui em Caicó que esse nome para Presidência pode ser do interior, que represente essa interiorização da advocacia, porque não tivemos até hoje um advogado do interior que tenha sido presidente da OAB, o máximo que se chegou foi um vice-presidente de Mossoró. E por que não puxarmos alguém do Seridó? Por que não de Mossoró?  Vamos tirar alguém do interior que tenha essa vontade e coragem de enfrentar o Ministério Público, de igual para igual, olho no olho, sem medo de dizer com muito respeito e muita coragem que nós precisamos ter igualdade dentro do Código de Processo Penal". 

 

 

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