Opinião EDITORIAL: A politização do debate "trabalho e capital"

O grupo Guararapes é hoje o maior símbolo do debate travado entre “trabalho e capital”.

Algumas instituições públicas do Rio Grande do Norte resolverem conflitar também com as pessoas físicas proprietárias da Riachuelo e da Guararapes.

Esse enfrentamento de ideias entre Flávio Rocha, defensor liberal do Estado mínimo, e o Ministério Público, defensor do Estado máximo, resultaram em quatro acontecimentos de repercussão nacional: 1- uma ação civil pública de 37 milhões que pode fechar a empresa; 2- uma ação penal contra o empresário Flávio Rocha; 3- a invasão pelo MST da fábrica Guararapes; 4- e, por último, a impugnação da homenagem em que o TRT-RN vai prestar ao pai de Flávio, o empresário Nevaldo Rocha.

Depois que Flávio Rocha começou a despontar como uma opção para ser candidato a presidente da República nas próximas eleições, o acirramento contra ele aumentou mais ainda. Inclusive, poucos sabem mas o pai dele, Nevaldo Rocha, já foi homenageado com a mais alta condecoração dada pela Justiça do Trabalho em solenidade no Tribunal Superior do Trabalho no ano de 2016.

Resta saber se o Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Norte vai entrar nesse briga política voltando atrás na concessão da medalha ou condenando a empresa em 37 milhões ou, mesmo, se também vai se deixar ser usada como instrumento de marketing político numa eventual condenação por difamação contra o empresário Flávio Rocha.

O fato é que nessa briga política “da esquerda com a direita” quem vai terminar perdendo será o trabalhador do Rio Grande do Norte já que a Guararapes emprega mais de 20 mil pais de família. 

 

 

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