"Carinha de filha de puta" Desembargador que xingou advogada terá que se explicar ao CNJ

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins instaurou pedido de providências para que o desembargador José Ernesto Manzi, do Tribunal de Justiça da 12ª Região (TRT-12), preste informações a respeito de fala desrespeitosa praticada contra uma advogada durante sessão de julgamento realizada por videoconferência, na última quarta-feira (29).

Na decisão, o ministro corregedor determina que a Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho apure, no prazo de até 60 dias, os fatos narrados contra o magistrado.

Em meio ao jugalmento de um recurso, o desembargador José Ernesto Manzi disparou palavras de baixão calão contra a advogada de uma das partes: “isso, faz essa carinha de filha da puta”, disse o magistrado que após perceber que seu microfone estava ligado colocou a mão na boca mas já era tarde demais.

O ministro Humberto Martins decidiu instaurar, de ofício, o procedimento, considerando a Nota Conjunta de Repúdio, emitida pela OAB-SC e suas comissões, juntamente com o Instituto dos Advogados de Santa Catarina (IASC) e a Associação Catarinense dos Advogados Trabalhistas (ACAT/SC), bem como a necessidade de se averiguar os fatos que, em tese, podem caracterizar conduta que infringe os deveres dos magistrados estabelecidos na Loman e no Código de Ética da Magistratura.

Após a apuração dos fatos pela Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, o resultado será encaminhado para análise da Corregedoria Nacional de Justiça. 

 

 

 

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