Tema candente Corregedor diz que questionar auxílio-moradia de juízes é "picuinha"

Do Valor

A imprensa aborda com frequência a questão do auxílio-moradia para juízes como "forma de fazer notícia atacando a magistratura", afirmou nesta segunda-feira (5) ao Valor o corregedor nacional de Justiça, ministro João Otávio de Noronha.

A declaração foi dada após cerimônia de posse do conselho superior da magistratura estadual de São Paulo e de abertura do ano Judiciário, realizada na sede do Tribunal de Justiça, na capital paulista.

Indagado pela reportagem sobre a questão do auxílio-moradia, verba recebida por magistrados estaduais e federais de todo o país - mesmo os que têm residência própria e não pagam aluguel para morar -, Noronha disse que não poderia comentar o assunto, porque o tema está sub-júdice no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na sequência, o corregedor nacional de Justiça emendou: "É preciso parar de ficar de picuinha", disse.

Questionado pela reportagem se não se trata de um tema candente, Noronha respondeu. "Candente por quê? A imprensa quer manter isso, é uma forma de fazer notícia atacando a magistratura".

O Valor então indagou o corregedor nacional de Justiça se a questão do auxílio-moradia dos magistrados não é de interesse público. "Qual o interesse público? A lei prevê, o Supremo autorizou. Até agora está tudo dentro da legalidade", afirmou Noronha.

Na opinião do ministro, há outros temas do Judiciário "muito mais relevantes" para se abordar. "Isso aí [auxílio-moradia] todo mundo já falou. Vamos falar sobre o que podemos acrescentar".

 

 

+ Leia também

VOLTAR