Opinião A campanha pode até nos dividir, mas a eleição não deverá, jamais, nos separar

Por Hindenberg Dutra, advogado 

Embora se faça registro de que a primeira reunião tenha se dado em 05 de março de 1932, na sede do honroso Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, segundo historiadores da época, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio Grande do Norte (OAB/RN), foi efetivamente instituída em 22 de outubro de 1932, cuja diretoria ficou constituída por Francisco Ivo Cavalcante (presidente), Paulo Pinheiro de Viveiros (secretário) e Manoel Varella de Albuquerque (tesoureiro) (www.oabrn.org.br).

A partir desse cenário, temos que, entre o seu primeiro presidente e o próximo, a OAB/RN terá percorrido mais de 86 anos de trajetória, na qual essa vigorosa instituição revelou a força e capacidade de luta em favor das mais variadas causas; dos advogados inclusive.

Certamente que, revisitando o passado, alguém apontará nessa travessia alguns erros e equívocos, mas a quantidade expressiva de acertos é que a consagra, a distingue e a enobrece.

Em 2016, atingimos, no Brasil, a expressiva soma de 1 milhão de advogadas e advogados. De lá até aqui mais de 100 mil novos profissionais obtiveram a sua inscrição, formando um “exército” que correspondia, até janeiro de 2018, a um profissional a cada 209 habitantes, enquanto que, nos Estados Unidos, a proporção é de um para cada 246 pessoas, e, no Reino Unido, de um a cada 354 (www.nexojornal.com.br).

No Rio Grande do Norte, somos mais de 17 mil inscritos, 3.000 a mais do que na última eleição (www.jurinews.com.br), dos quais 243 se encontram disseminados em 3 chapas, dispostos a contribuir com os desígnios dessa belíssima instituição.

É dessa atmosfera democrática, que envolverá cerca de 7 mil advogadas e advogados aptos a votarem (segundo dados extraoficiais), que sairá quem nos presidirá pelos próximos 3 anos, devendo-se ressaltar que, diferentemente das eleições tradicionais, o voto aqui é dirigido à chapa e não ao candidato, significando dizer que com apenas um voto se escolhem 81 colegas.

Na eleição desse ano, mais que do que em qualquer outra, as redes sociais convulsionaram propostas, diálogos e, vez por outra, tensões, num movimento “próprio” de um mundo virtual que “estimula” que um ou outro eleve o tom, ironize, desconserte e, por vezes, até agrida; mas, ainda assim, a democracia é de uma beleza descomunal.

As campanhas existem para revelar quem são os candidatos e, as eleições, o que pensam sobre eles os eleitores.  

De tudo é preciso a compreensão de que, embora a campanha insista (por vezes) em nos dividir, a eleição não foi feita para nos separar.

Podemos até não convergir para os mesmos nomes, mas devemos ter em mente o mesmo propósito: exercer e respeitar a democracia.

A campanha precisa ser encerrada no próximo dia 28 para que a nova presidência seja exercida para todos; do contrário, ganharão 81 e perderemos todos nós!

 

 

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